Portugal entrou num período de risco elevado de incêndio rural, devido à combinação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade, vento e possibilidade de trovoadas secas, e o alerta foi dado, esta quinta-feira, dia 2, pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que classificou o cenário meteorológico previsto como um verdadeiro "barril de pólvora", apelando à máxima responsabilidade dos cidadãos para evitar ignições.
Após uma reunião extraordinária do Centro Coordenador Operacional Nacional (CCON), na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, o governante afirmou que os próximos dias poderão registar temperaturas entre os 30 e os 40 graus, ou mesmo superiores em algumas zonas do Interior e do Alentejo, associadas a humidade muito baixa, vento moderado a forte e eventual ocorrência de trovoadas secas, fatores que potenciam a rápida propagação de incêndios.
Luís Neves adiantou que o Governo aguarda uma avaliação mais detalhada do perigo de incêndio rural para decidir se será necessário decretar medidas excecionais. Caso os indicadores agravem, admitiu a adoção de "decisões drásticas", através de um despacho interministerial que poderá impor novas restrições a atividades de risco.
O ministro reiterou o apelo para que sejam evitadas queimas, queimadas, utilização de maquinaria suscetível de produzir faíscas, fogo-de-artifício e balões de mecha acesa. Luís Neves recordou ainda que, desde o início do ano, mais de 120 pessoas foram detidas por origem de incêndios, cerca de dois terços por comportamentos negligentes. Paralelamente, alertou para os impactos das ondas de calor na saúde pública, pedindo especial proteção para idosos e outros grupos vulneráveis.

















