O jornalista Manuel Carvalho respondeu esta quinta-feira, na sua coluna 'Memória Futura' no Público, às críticas do empresário Mário Ferreira, recusando pedir desculpa pelo que escreveu sobre a nomeação do empresário para presidir às comemorações dos 25 anos do Douro Património Mundial.
Mário Ferreira tinha reagido à coluna anterior de Carvalho através do direito de resposta, acusando o jornalista de escrever “artigos de opinião” que “desaparecem com a edição seguinte do jornal” e comparando a apologia feita à sua obra a uma tentativa de o transformar na “Dona Antónia Adelaide Ferreira do século XXI”.
Carvalho não recua. Na nova coluna, sublinha que os “escritos” que desaconselhavam a escolha de Mário Ferreira para o cargo foram assinados pela própria entidade que o nomeou, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que identificou no projeto do empresário violações à Lei da Água.
Para Carvalho, atribuir a presidência das comemorações a Mário Ferreira representa “um sombrio regresso ao passado da sociedade censitária”, questionando a proporcionalidade entre a acumulação de capital do empresário e o seu compromisso com o património duriense.
O empresário tinha ameaçado recorrer às “devidas instâncias” caso o autor não se penitenciasse. Manuel Carvalho encerra a coluna sem ceder: mantém, diz, o seu habitual fair play, mas não pede desculpa “como sublinha o que escreveu”.
















