O setor do Turismo está a afirmar-se como uma das grandes apostas estratégicas do Angola Investment Summit 2026, integrado no Global Tourism Forum, evento que decorre em Luanda e que reúne investidores, empresários, representantes governamentais e especialistas de vários países para debater oportunidades de negócio e desenvolvimento económico.

Na intervenção de abertura do encontro, o Presidente João Lourenço sublinhou que Angola está a criar condições para se afirmar como um destino turístico de referência em África, aproveitando o seu vasto património natural, cultural e histórico. O chefe de Estado angolano destacou os esforços realizados nos últimos anos para melhorar o ambiente de negócios, modernizar infraestruturas e reforçar a confiança dos investidores internacionais.

Perante uma plateia composta por empresários, fundos de investimento e representantes institucionais de vários países, o Presidente angolano defendeu que o turismo pode desempenhar um papel determinante na criação de emprego, sobretudo para os jovens, ao mesmo tempo que contribui para aumentar as receitas em moeda estrangeira e reduzir a dependência da economia em relação ao petróleo.

Ao longo do evento foram apresentadas diversas oportunidades de investimento em hotelaria, turismo de natureza, ecoturismo, turismo costeiro e turismo de negócios. Os participantes destacaram o potencial de regiões como as quedas de Kalandula, o Parque Nacional da Quiçama, o deserto do Namibe e a extensa costa atlântica angolana.

João Lourenço apelou ainda ao reforço das parcerias entre o setor público e privado, defendendo que o desenvolvimento turístico exige investimentos sustentados em acessibilidades, qualificação profissional e promoção internacional. Segundo o Presidente, Angola dispõe de recursos únicos que podem transformar o país num dos principais destinos emergentes do continente africano.

O destaque concedido ao turismo durante o Angola Investment Summit 2026 confirma a intenção das autoridades angolanas de colocar o setor no centro da estratégia de crescimento económico dos próximos anos, procurando atrair capital estrangeiro e impulsionar o desenvolvimento das diferentes províncias do país.

Outros representantes do governo angolano, casos do ministro do Turismo, Márcio Maciel, sublinharam os investimentos em infraestruturas, transportes, hotelaria e promoção internacional, considerados essenciais para tornar Angola num destino mais competitivo à escala regional e global, tendo sido igualmente apresentadas oportunidades concretas para investimento privado em unidades hoteleiras, resorts, turismo de natureza, ecoturismo, turismo de negócios e projetos ligados à economia azul.

Durante os painéis dedicados ao setor, vários intervenientes defenderam a necessidade de reforçar a formação profissional, simplificar procedimentos administrativos e melhorar a conectividade aérea, fatores considerados decisivos para acelerar o crescimento da atividade turística, assuntos esses que João Lourenço abordou também na sua intervenção.

O Angola Investment Summit 2026 tem servido também para promover encontros entre investidores internacionais e operadores locais, com vista à criação de parcerias que permitam desenvolver novos projetos em diferentes províncias do país.

Com um património natural ainda pouco explorado e um mercado em fase de expansão, Angola procura posicionar-se como um dos destinos emergentes de África. A forte presença do turismo na agenda do encontro demonstra a crescente importância atribuída ao setor como motor de desenvolvimento económico sustentável e de criação de emprego para as próximas décadas.