Gilmário Vemba, de 41 anos, voltou a ver recusado, por parte das autoridades moçambicanas, o pedido de visto necessário para realizar um espetáculo previsto para este domingo, dia 26, em Maputo. A produção confirmou à Lusa que toda a equipa recebeu uma recusa de visto de atividades culturais, tal como já tinha acontecido em 2025.

A fonte da produção afirma desconhecer os motivos da decisão e refere que os promotores tentaram reverter a situação, sem sucesso. A Lusa procurou obter esclarecimentos junto do Serviço Nacional de Migração (Senami), mas não obteve resposta.

O próprio Gilmário confirmou o incidente, num vídeo publicado nas redes sociais, recordando que, em julho de 2025, também lhe foi negada a entrada no país, no aeroporto de Maputo, horas antes de um espetáculo.

“Infelizmente, não vamos conseguir fazer o espetáculo de Maputo, porque não temos autorização para o visto de atividade cultural. Foi negado”, disse o humorista, anunciando que o espetáculo será transferido para Nelspruit, na África do Sul, a cerca de 200 quilómetros de Maputo, já este sábado, 25.

A produção admite que esta solução não é ideal, sobretudo para os mais de 5 mil espectadores que tinham bilhetes para sessões em Nampula, Beira, Tete, Chimoio e Quelimane, mas acredita que alguns conseguirão deslocar‑se à cidade sul‑africana.

A equipa de Gilmário afirma estar a tentar compreender os fundamentos da nova recusa e garante que todos os procedimentos exigidos foram cumpridos. Caso seja concedida autorização, os espetáculos em Moçambique serão reagendados.

Relembre-se, que em 2025, Gilmário Vemba, juntamente com os comediantes Hugo Sousa, Murilo Couto e um produtor português, viu a entrada no país ser recusada por alegadamente tentar atuar com um visto de turismo obtido no aeroporto. O diretor‑geral do Senami, Zainedine Danane, justificou então que o promotor não tinha solicitado a credencial necessária para atividades culturais, obrigatória desde as alterações à lei de migração em 2022.