O Governo da AD enfrenta uma nova polémica, desta vez centrada no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, depois de terem sido corrigidos os números sobre a evolução das baixas médicas apresentados por Maria do Rosário Palma Ramalho, de 65 anos.
Na semana passada, a governante revelou que o número de baixas médicas registadas em 2025 tinha aumentado 44% face ao período homólogo. O dado foi utilizado para justificar a necessidade de reforçar os mecanismos de fiscalização das baixas e de combate à fraude no sistema da Segurança Social. No entanto, o próprio Ministério do Trabalho veio posteriormente corrigir a informação, esclarecendo que o aumento real foi de 8,4%, e não de 44%.
A diferença entre os dois valores desencadeou críticas da oposição, que acusa o Governo de ter sustentado o seu discurso político com dados falsos. Os partidos exigem agora explicações sobre a origem do erro, quando este foi detetado e porque motivo a informação incorreta foi divulgada publicamente sem ter sido previamente validada.
Apesar da retificação, Maria do Rosário Palma Ramalho mantém que existe um crescimento das baixas médicas e defende que as medidas anunciadas para reforçar a fiscalização continuam a justificar-se.
Ainda assim, a correção dos números abriu uma nova frente de contestação ao Executivo de Luís Montenegro, numa altura em que o Governo procura implementar alterações no acompanhamento das incapacidades temporárias para o trabalho.

















