Paulo Raimundo, de 48 anos, considerou que o Governo da AD atravessa um processo de “profunda degradação” política e admitiu, este domingo, dia 19, que o PCP possa avançar com uma moção de censura, na sequência das recentes polémicas que envolveram os ministérios da Educação e da Administração Interna.
Em declarações aos jornalistas, em Braga, o secretário-geral comunista sustentou que os casos registados nas últimas semanas não são episódios isolados, mas, antes, o reflexo de um executivo fragilizado e sem capacidade para responder aos problemas do País.
Para Paulo Raimundo, às controvérsias que atingiram os titulares da Educação e da Administração Interna juntam-se dificuldades verificadas noutras áreas governativas, como a Saúde e as Infraestruturas, traçando um retrato de desgaste generalizado do Executivo.
Questionado sobre a possibilidade de o PCP apresentar uma moção de censura, o secretário-geral comunista não descarta "nenhum instrumento”, sublinhando que todas as iniciativas parlamentares serão avaliadas em função da evolução da situação política e da necessidade de responsabilizar o Governo.
Paulo Raimundo foi ainda particularmente crítico em relação a Luís Montenegro, defendendo que o primeiro-ministro revelou sinais de fragilidade política, nomeadamente durante o recente debate sobre o Estado da Nação.
Na sua leitura, a intervenção do líder do executivo demonstrou um homem “aflito”, incapaz de responder à sucessão de problemas que têm marcado a ação governativa.

















