O preço do cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa 254,73 euros, depois de ter registado uma subida de 2,11 euros numa única semana, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pela Deco Proteste.

O cabaz, composto por 63 bens essenciais, inclui carne, peixe, frutas e legumes, congelados, laticínios e produtos de mercearia. Entre os artigos monitorizados estão frango, peru, pescada, carapau, batata, cebola, cenoura, banana, maçã, arroz, esparguete, leite, queijo e manteiga.

Entre 26 de agosto e 2 de setembro, alguns produtos registaram aumentos particularmente expressivos. As massas espirais subiram 22%, passando a custar 1,35 euros, enquanto o esparguete aumentou 21%, para 1,18 euros. Já o pão de forma sem côdea ficou 14% mais caro, atingindo os 2,50 euros.

Apesar de o cabaz ter ficado 0,94 euros mais barato na semana anterior, a nova subida volta a pressionar o orçamento das famílias. E a diferença é ainda mais significativa quando comparada com o início do ano: comprar os mesmos 63 produtos custa agora mais 12,91 euros, um aumento de 5,34%.

Face a agosto de 2025, a diferença é de 14,17 euros, ou seja, mais 5,89%. Se a comparação recuar até ao início de 2022, a subida torna-se ainda mais pesada: o mesmo conjunto de produtos custa atualmente mais 67,03 euros, um aumento de 35,71%.

Entre os produtos que mais encareceram no último ano estão o bacalhau graúdo, cujo preço aumentou 25%, para 20,02 euros por quilo, e o robalo, que ficou 24% mais caro, chegando aos 10,20 euros por quilo.

Desde janeiro de 2022, a evolução é ainda mais expressiva. A carne de novilho para cozer lidera as subidas, com um aumento de 120%, para 12,81 euros por quilo. Seguem-se o bacalhau graúdo, com uma subida de 89%, e a couve-coração, que encareceu 88%.