A Uber prepara uma nova vaga de despedimentos que vai atingir cerca de 3.300 trabalhadores em todo o mundo, o equivalente a 10% da força de trabalho da empresa.
A decisão foi comunicada pelo CEO, Dara Khosrowshahi, de 57 anos, num email interno e posteriormente publicada no blogue oficial da empresa. O objetivo passa por tornar a Uber mais eficiente, reduzindo níveis de gestão e simplificando a estrutura interna.
A reestruturação vai também levar à fusão de departamentos. As equipas responsáveis por engenharia, ciência e entrega de encomendas vão passar a estar integradas numa única divisão.
Mas os cortes não são a única mudança. A Uber decidiu também acabar praticamente com o trabalho remoto para os seus funcionários. A partir de agora, menos de 1% dos trabalhadores deverá continuar a desempenhar as funções fora dos escritórios da empresa.
Segundo Khosrowshahi, o crescimento da Uber trouxe “mais camadas, mais coordenação” e estruturas que deixaram de fazer sentido à medida que a empresa aumentou de dimensão.
A tecnológica pretende concentrar recursos no negócio principal de transporte de passageiros e entrega de encomendas, mas também reforçar o investimento nos táxis autónomos, uma das áreas consideradas estratégicas para o futuro da empresa.
Esta não é a primeira ronda de despedimentos anunciada pela Uber em 2026. A empresa já tinha avançado com cortes de 10% dos trabalhadores em julho, numa decisão então associada à implementação de mais Inteligência Artificial nos processos internos.

















