Angola arrecadou cerca de 179,6 milhões de dólares com a exportação de rochas ornamentais entre 2021 e 2025, num período em que foram vendidos ao exterior aproximadamente 601,3 mil metros cúbicos deste tipo de produto.


Os números foram divulgados pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, durante um encontro dedicado ao balanço da produção, comercialização e exportação de rochas ornamentais no país.
A China, Espanha e Itália assumiram-se como os principais mercados das exportações angolanas, concentrando, em conjunto, 89,16% do valor total realizado entre 2021 e 2025.


A tendência manteve-se positiva no primeiro semestre deste ano. Entre Janeiro e Junho de 2026, Angola exportou 139,48 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, correspondentes a receitas de aproximadamente 21,26 milhões de dólares. Face ao período homólogo de 2025, as exportações cresceram 58,28% em volume e 26,3% em valor.
A China reforçou ainda mais a sua posição durante os primeiros seis meses deste ano, absorvendo mais de 90% do volume exportado, seguindo-se Espanha, Itália e Portugal.


A produção nacional tem igualmente apresentado uma trajectória de forte crescimento. Depois dos 86,1 mil metros cúbicos registados em 2021, Angola produziu 207,2 mil metros cúbicos em 2025, tendo atingido um máximo de quase 232 mil metros cúbicos em 2024.


A Huíla continua a ser o principal centro produtor do país, concentrando mais de 95% da atividade extrativa. O Governo pretende agora aumentar a transformação das rochas em território nacional, reduzindo a exportação de matéria-prima em bruto e aumentando o valor acrescentado, o emprego e as receitas geradas pelo sector.
Neste âmbito, está em implementação o Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais do Namibe, considerado pelo Executivo um dos projetos estratégicos para consolidar esta indústria e aumentar a presença de empresas angolanas nos mercados internacionais.