Fernando Alexandre, de 54 anos, vai ao Parlamento, esta sexta-feira, 17, para responder aos deputados sobre os problemas registados na correção dos exames nacionais. O debate de urgência foi pedido pelo PCP e realiza-se no mesmo dia em que deverão ser divulgadas as classificações.

Depois de ter admitido que algumas notas poderiam não ser publicadas, caso ainda existissem respostas por avaliar, o ministro da Educação garantiu, ao final de quinta-feira (16), que os resultados seriam afixados durante a tarde. Segundo o governante, faltava corrigir menos de 1% dos itens.

O Governo da AD será representado no debate por Fernando Alexandre e pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, de 41 anos. A discussão terá cerca de 50 minutos e será aberta pelo PCP, que exige esclarecimentos sobre as medidas adotadas para impedir que os estudantes sejam prejudicados.

O caos na Educação, recorde-se, marcou já ontem o debate do Estado da Nação. Luís Montenegro (53) reconheceu que "nem tudo correu bem", mas rejeitou a ideia de que exista um cenário terrível: "Há problemas, que gostaríamos que não existissem."

O PS juntou-se aos partidos que defendem a saída de Fernando Alexandre. Eurico Brilhante Dias considerou que o ministro não tem condições para continuar no cargo, perante a "barafunda" instalada. O PSD saiu em sua defesa, acusando a oposição de promover um "empolamento político sem limites".

O PCP decidiu avançar com o debate depois de o ministro se ter disponibilizado para uma audição apenas no dia 21, data considerada demasiado tardia pelos comunistas.

Este é o primeiro ano em que os exames do ensino secundário são classificados integralmente em formato digital. Nas últimas semanas, os professores denunciaram atrasos no acesso às provas, falhas na digitalização das respostas e dificuldades técnicas na plataforma, levando o Ministério da Educação a prolongar os prazos.