A tensão provocada pela crise migratória em Ceuta atingiu esta quinta-feira, dia 27, um novo patamar, com confrontos entre manifestantes e a polícia e a destruição de acampamentos improvisados de migrantes nas praias de Benítez e de El Trampolín.
Centenas de residentes participaram nos protestos contra a gestão do governo espanhol, numa altura em que se aproxima um mês desde a entrada em massa de migrantes provenientes de Marrocos.
Durante a tarde, manifestantes romperam um cordão policial e entraram numa zona onde permaneciam migrantes, destruindo abrigos e incendiando vários bens. Na praia de Benítez, mantas, colchões e outros pertences foram atirados ao mar. A Polícia Nacional efetuou cargas e recorreu a salvas e potes de fumo para impedir confrontos diretos.
A contestação estendeu-se também à ajuda humanitária. Centenas de pessoas bloquearam durante mais de duas horas o acesso de um camião da Cruz Vermelha à praia de El Trampolín, onde eram distribuídos alimentos. A Polícia acabou por convencer os manifestantes a desimpedir a estrada e o veículo prosseguiu.
Os incidentes ocorreram depois de uma manifestação que juntou milhares de pessoas contra a resposta das autoridades à crise. A madrugada já tinha sido marcada por distúrbios e por um ataque a um veículo militar em Benzú.
Quatro militares ficaram feridos e 12 migrantes marroquinos foram detidos, enquanto as autoridades procuram outros envolvidos.

















