Gustavo Petro, de 66 anos, voltou a elevar a tensão política na Colômbia ao afirmar, através da rede social X, que não aceitará um resultado eleitoral que considera estar marcado por irregularidades no sistema de pré-contagem dos votos.
O presidente colombiano defende que foi eleito pelo voto popular e sustenta que apenas o povo soberano o pode retirar do poder, rejeitando aquilo que descreve como uma alegada fraude. A posição surge num momento de forte pressão pós-eleitoral e transforma a discussão sobre atas, software e escrutínios numa disputa direta sobre a permanência na Casa de Nariño.
As críticas de Petro voltam a centrar-se no sistema eleitoral e nos irmãos Bautista, associados à Thomas Greg & Sons, empresa ligada a componentes tecnológicos do processo. Segundo a sua versão, terá existido uma operação a partir do software da Registraduría para favorecer o presidente eleito Abelardo de la Espriella.
No entanto, até que exista uma decisão oficial que confirme qualquer fraude, as declarações do chefe de Estado colocam pressão sobre as instituições responsáveis pela validação dos resultados e aprofundam o clima de instabilidade democrática.
A Colômbia entra, assim, numa fase de elevada tensão política. Enquanto os apoiantes de Petro falam em resistência e denunciam fraude, os críticos acusam o presidente de tentar desvalorizar a institucionalidade e de se agarrar ao poder. O país aguarda agora pelas verificações formais, num cenário em que a defesa da transparência eleitoral se cruza com o risco de uma crise institucional.

















