A Força Operacional Conjunta (FOCON) de Portugal continuará na Venezuela, mantendo a expectativa de localizar mais sobreviventes entre os destroços deixados pelos dois sismos de grande magnitude. O comandante da missão, Hugo Santos, sublinhou à Lusa que a equipa mantém “a mesma força, a mesma vontade e o mesmo espírito” sempre que surge qualquer indício detetado por tecnologia ou pelos cães de busca.

Segundo o responsável, a operação mais recente terminou com sucesso, permitindo resgatar um cidadão venezuelano e entregá‑lo à família “nas melhores condições possíveis”. Santos descreveu o cenário como “extremamente complexo”, marcado por espaços confinados e estruturas muito danificadas sobre a vítima, o que tornou o trabalho particularmente exigente.

Os sismos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter causaram, até ao momento, mais de 2.200 mortos e mais de 11.200 feridos. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal atualizou também os números relativos à comunidade portuguesa: 81 mortos de origem portuguesa, 69 com dupla nacionalidade, incluindo 14 crianças. A ONU estima que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.

Vários países, entre eles Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas especializadas de busca e salvamento para apoiar as autoridades venezuelanas.

Créditos: @Regimento de Sapadores Bombeiros - Lisboa / Facebook