José Luis Rodríguez Zapatero, de 65 anos, foi constituído arguido pelos crimes de participação em organização criminosa, tráfico de influência e falsificação de documentos no resgate milionário da companhia aérea Plus Ultra, de onde foram alegadamente desviados 53 milhões de euros de fundos públicos.

A Unidade de Delitos Económicos e Fiscais está a realizar esta terça-feira, dia 19, buscas no escritório do ex‑primeiro‑ministro espanhol, na empresa das filhas, bem como a passar a pente fino os negócios de uma família venezuelana. Segundo as autoridades, Zapatero irá a depor no dia 2 de junho.

O dinheiro destinava-se a ajudar a companhia aérea a recuperar do período da pandemia. De acordo com a imprensa espanhola, o juiz José Luis Calama, titular do Juízo Central de Instrução n.º 4 da Audiência Nacional, está tentar investigar as suspeitas, procurando esclarecer o destino destes fundos.

É a primeira vez que um antigo primeiro-ministro de Espanha é investigado por corrupção, apesar de estar a ser investigado por suspeitas de crimes já depois do período em que esteve no poder, entre 2004 e 2011.