Jorge Moreira da Silva, antigo ministro do PSD e atual subsecretário-geral das Nações Unidas, voltou este domingo, dia 1, a condenar a atuação da PSP contra os manifestantes que protestam pela habitação em Lisboa e no Porto, classificando as cargas policiais como injustificáveis e alertando para as consequências políticas da repressão dos protestos.

"Repito, infelizmente", escreveu o antigo candidato à liderança social-democrata na rede social X, recuperando uma mensagem publicada a 25 de outubro, quando já tinha criticado intervenções policiais semelhantes.

"Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores", acusou.

Moreira da Silva deixou ainda um aviso sobre os efeitos destas intervenções: "É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política."

As críticas surgem depois de, pelas 04:30 da madrugada deste domingo, o Corpo de Intervenção da PSP ter avançado praticamente em simultâneo sobre os manifestantes acampados nas duas cidades, recorrendo a bastonadas para dispersar os protestos, removendo tendas e efetuando detenções.

Atualmente diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), Jorge Moreira da Silva disputou a liderança do PSD com Luís Montenegro em 2022.