Treze homens detidos em Tavira, por suspeitas de envolvimento no abastecimento de embarcações utilizadas no narcotráfico, foram libertados sem chegarem a ser ouvidos por um juiz. A decisão foi tomada pelo Ministério Público devido à falta de magistrados e funcionários durante o período de férias judiciais.
A GNR apreendeu duas carrinhas que transportavam cerca de cinco mil litros de combustível, distribuídos por 200 recipientes, e um bote pneumático equipado com motor. Os suspeitos, de nacionalidades espanhola, marroquina e romena, foram interceptados na madrugada de segunda-feira. Embora não tenha sido encontrada droga, os militares suspeitam de que o combustível se destinava a abastecer lanchas usadas no transporte de estupefacientes ao longo da costa algarvia.
O grupo permaneceu várias horas em instalações policiais, mas o Ministério Público determinou a libertação imediata, uma vez que o Sotavento Algarvio tinha apenas dois procuradores e um funcionário de serviço. Os suspeitos deverão regressar ao tribunal a 18 de Setembro.
O advogado dos detidos considera a libertação justificada, sustentando que as suspeitas não são acompanhadas por provas suficientes. O caso expõe, contudo, a fragilidade dos meios da Justiça numa região especialmente pressionada pelo tráfico marítimo de droga e pelo aumento sazonal da população.

















