Lisboa volta a transformar-se, esta semana, num dos principais centros de debate jurídico e político do espaço lusófono com a realização da 14.ª edição do Fórum de Lisboa, encontro internacional conhecido nos bastidores brasileiros como “Gilmarpalooza”, numa alusão ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, uma das suas figuras centrais, e seu principal promotor.
Promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) — cofundado por Gilmar Mendes —, pelo Lisbon Public Law, centro de investigação da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e pela FGV Justiça, o fórum consolidou-se como um dos mais influentes espaços de discussão sobre justiça, democracia, economia e governação.
A edição deste ano decorre entre 1 e 3 de junho, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, sob o tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, económicos e sociais”, refletindo os impactos da inteligência artificial, das novas disputas geopolíticas e das tensões entre Estados, mercados e plataformas digitais.
Mais do que um congresso académico, o Fórum de Lisboa tornou-se um verdadeiro ponto de encontro entre magistrados, ministros, advogados, empresários, académicos e decisores políticos do Brasil, Portugal e de outros países, funcionando como espaço privilegiado de influência e networking institucional. Em anos recentes, reuniu membros do Supremo Tribunal Federal brasileiro, governantes, líderes parlamentares e representantes do setor privado.
A participação portuguesa mantém igualmente forte expressão nesta edição. Entre os nomes nacionais confirmados destacam-se o constitucionalista Carlos Blanco de Morais, Gonçalo Carrilho, professor de Direito e assessor de António Jose Seguro, o antigo ministro Miguel Relvas, o constitucionalista Vitalino Canas, e a deputada Cristina Rodrigues.
O nome de 'Gilmarpalooza' frequentemente usado pela imprensa brasileira para referir-se a este evento, reflete precisamente essa natureza híbrida — entre conferência jurídica, palco político e grande fórum de relações institucionais — onde se cruzam debates doutrinários, agendas estratégicas e contactos de alto nível.
Para Portugal, o evento reforça ainda o papel de Lisboa como ponte privilegiada entre a Europa e o mundo lusófono, afirmando a capital portuguesa como plataforma internacional de reflexão jurídica e política num momento de acelerada transformação global.

















