Quem tem viagens de comboio previstas para o final de outubro poderá ter de ajustar os seus planos. A CP – Comboios de Portugal prevê alterações na circulação ferroviária devido a uma greve marcada pelo sindicato SFRCI para quinta-feira, dia 30. Os constrangimentos poderão não se limitar a esse dia, estendendo-se também a 29 e 31 de outubro.
A paralisação poderá afetar os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional. Para os passageiros que já compraram bilhetes para estas ligações, a transportadora prevê duas alternativas: recuperar a totalidade do dinheiro pago ou mudar a viagem sem custos adicionais.
A forma de tratar do pedido depende do canal utilizado para comprar o bilhete. Quem fez a aquisição pela internet pode recorrer ao site da CP, através da opção “Pós-Venda”, ou à aplicação móvel, na secção “As minhas viagens”. Em ambos os casos, o procedimento deve ser concluído até 15 minutos antes da partida prevista na estação de origem.
Outra possibilidade é dirigir-se a uma bilheteira da transportadora. Neste caso, o pedido pode ser apresentado antes ou depois da data inicialmente marcada para a viagem, desde que não ultrapasse os 10 dias posteriores ao fim da greve.
Existe ainda um formulário online destinado a situações de atraso ou supressão de comboios. A CP esclarece, contudo, que esta via poderá implicar uma espera mais longa até à resposta.
Greves no Metro de Lisboa também estão previstas para outubro
Os comboios da CP não são o único meio de transporte que poderá registar constrangimentos nesta fase. No Metropolitano de Lisboa, estão previstas paralisações parciais para quarta-feira, 28, e quinta-feira, 30, entre as 05:00 e as 10:00.
Perante os protestos anunciados, a empresa pretende recorrer ao Tribunal Arbitral para que sejam definidos serviços mínimos. O objetivo, segundo o Metro, é limitar os efeitos da greve na deslocação dos passageiros e manter, dentro do possível, a prestação deste serviço público.
As novas datas surgem na sequência de um conflito laboral que já levou à suspensão da circulação durante 24 horas, na greve de quarta-feira, dia 14. Os representantes dos trabalhadores mantêm as reivindicações que estiveram na origem dessa paralisação.
A lista de queixas inclui falta de pessoal, recurso frequente a horas extraordinárias, horários prolongados e atrasos na formação de encarregados e inspetores. Os sindicatos contestam também o que descrevem como uma perda de responsabilidades por parte das chefias.
As organizações sindicais consideram que a situação se arrasta sem respostas satisfatórias por parte da administração, apesar do acordo celebrado a 13 de abril de 2026. Garantem ter tentado encontrar soluções através de contactos, pedidos de reuniões e análise de documentação apresentada pela empresa, mas afirmam que os resultados ficaram aquém do esperado.
A administração do Metro lamentou os transtornos provocados pelas greves e reiterou a disponibilidade para continuar as negociações. Ainda assim, considera que avançar com novas paralisações é uma medida desproporcionada, argumentando que o diálogo continua aberto e que já estão a ser tomadas medidas para responder às exigências dos trabalhadores.

















