O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) deixou de financiar as motos de socorro operadas pelos corpos de bombeiros de Cacilhas, Queluz e Voluntários Portuenses. A decisão está a gerar críticas da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que considera estes meios fundamentais para uma resposta rápida às emergências.

Na origem da alteração está a atualização do despacho que regula o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), aprovada pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins. O anterior acordo celebrado entre o INEM e a LBP, em fevereiro de 2025, permitia a existência de protocolos para a utilização das motos de emergência, com um apoio financeiro de 2.190 euros mensais por parte do instituto.

A Liga dos Bombeiros Portugueses contesta o fim desse financiamento. Eduardo Correia, vice-presidente da LBP, defendeu "a grande utilidade operacional das motos, que chegam mais rápido às ocorrências".

Já o INEM garante que a decisão não representa uma redução da capacidade de resposta do sistema de emergência médica. Em declarações através de fonte oficial, o instituto assegurou não querer "diminuir a capacidade de resposta do sistema". Em alternativa, acrescentou, "o INEM propôs a substituição dos protocolos das motos de emergência, pela criação de postos de emergência médica com ambulâncias".