Christine Lagarde vai deixar a presidência do Banco Central Europeu a 7 de fevereiro de 2027, cerca de nove meses antes de terminar o mandato de oito anos, que acabava em outubro do próximo ano. A decisão foi comunicada esta quinta-feira por António Costa, presidente do Conselho Europeu, a quem a francesa transmitiu a intenção de sair.
Numa declaração, Costa diz respeitar a decisão e anuncia que o processo de escolha do sucessor arranca hoje mesmo, para que haja uma “transição tranquila” na liderança do banco central. O objetivo é chegar a uma decisão em tempo útil, tomada pelo Conselho Europeu na formação dos países da Zona Euro, como prevê o artigo 283.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia.
O antigo primeiro-ministro português agradece a Lagarde a dedicação desde que assumiu o cargo, em novembro de 2019. Lembra que a presidente do BCE atravessou uma pandemia, uma guerra na Europa, crises energéticas e choques de inflação, e atribui-lhe um papel determinante na estabilidade e na resistência da Zona Euro. Segundo Costa, a Europa ficou bem servida pela liderança de Lagarde em tempos de incerteza e pelo seu compromisso com o projeto europeu.
A declaração não refere os motivos da saída antecipada. Em setembro, Lagarde já tinha admitido que deixaria o BCE em 2027, mas sem indicar uma data.
















