O alargamento da licença parental voltou ao centro do debate parlamentar, com Livre, PCP, Bloco de Esquerda e Chega a apresentarem propostas que vão dos seis aos oito meses pagos integralmente. As iniciativas pretendem alterar o atual regime, que prevê períodos de quatro ou cinco meses, consoante a forma como a licença é partilhada.

O PCP propõe uma licença de sete meses remunerada a 100%, acompanhada de maior proteção para situações de prematuridade ou internamento do recém-nascido. O Bloco de Esquerda defende 180 dias, igualmente pagos por inteiro, permitindo que os progenitores usufruam do período em simultâneo. Se ambos partilharem a licença por igual, esta poderá ser prolongada por mais 60 dias, chegando aos oito meses.

Para as famílias monoparentais, o BE admite dois períodos consecutivos, o que poderá representar um ano de licença. O Livre mantém a possibilidade de seis ou sete meses, com incentivos à partilha entre os progenitores, enquanto o Chega aceita um período máximo de 240 dias.

As propostas serão agora discutidas no Parlamento. Apesar das diferenças entre os partidos, existe uma convergência política quanto à necessidade de aumentar o tempo disponível para acompanhar os primeiros meses de vida das crianças.