A recusa da TAP em pagar em divisas o direito de acesso ao ‘lounge’ Imbondeiro no novo aeroporto de Luanda, obriga os passageiros de classe executiva e com tarifas ‘premium’ da companhia portuguesa, cujo valor das passagens aéreas de ida e volta entre a capital angolana e Lisboa chegam a ultrapassar os 6 mil euros, a utilizarem um espaço improvisado num café no aeroporto Agostinho Neto.

A situação, que o 24Horas documenta através de imagens recolhidas no local (ver vídeo), tem causado profundo desconforto entre os passageiros que, ao invés dos de outras companhias aéreas, são impedidos de acederem ao espaço reservado naquela infraestrutura: “Uma autêntica vergonha, que prova bem a forma como a TAP trata os seus passageiros, sem qualquer respeito ou consideração, ainda por cima quando cobra o que cobra pelos bilhetes de longo curso”, queixa-se um passageiro habitual da companhia aérea portuguesa.

Os passageiros da TAP são agora convidados a acederem, de ‘voucher’ na mão, a uma área improvisada no interior de um café-restaurante, Nunex de seu nome’, situado numa área de fumadores, onde uma dúzia de mesas numa zona delimitada por uma simples fita azul forma o espaço reservado aos clientes de classe executiva da companhia área portuguesa.

Segundo o que o 24Horas apurou, depois de usar o ‘lounge’ Imbondeiro durante meses sem pagar qualquer taxa, a TAP recusa-se agora a pagar o acesso aquele espaço, que é propriedade da companhia angolana TAAG, admitindo apenas fazê-lo se o pagamento for feito em kwanzas, a moeda local que se encontra profundamente desvalorizada.

Ao invés do que ocorre, por exemplo, com a Emirates e com a Air France, a companhia portuguesa, tal como os alemães da Lufhtansa, entrou em choque com a sua congénere angolana, o que conduziu a esta situação: “Durante meses não pagaram um cêntimo, utilizaram o espaço à borla, em jeito de teste. Quando foram confrontados, tal como esteve desde sempre previsto, com a necessidade de assinar o contrato, recusaram-se a fazê-lo”, contou ao 24Horas uma fonte angolana. E adiantou: “Ainda por cima, o regulamento sempre foi explicito que esse aluguer era para ser pago em divisas”.

Desde ontem que a TAP, apesar de instada a fazê-lo pelo 24Horas, opta por não responder a qualquer das questões colocadas a propósito desta situação, conbtatos esses efetuados tanto telefonicamente, como através de mail.