O Colégio Mestre Cuco, em Almada, frequentado por Sofia, a criança de 18 meses que morreu depois de ter sido esquecida numa carrinha da instituição, voltou a pronunciar-se sobre a tragédia, precisamente uma semana após o caso. Numa publicação na rede social Facebook, a direção afirma que a dor sentida no estabelecimento é "imensa" e explica que optou por manter o silêncio até agora "por respeito à dor dos pais e da família e amigos próximos e às exéquias da criança".
No comunicado, a direção refere que toda a equipa continua profundamente abalada com a morte da menina. "A dor que sentimos é imensa. Todas nós estamos devastadas, em especial as nossas colaboradoras que mais diretamente estiveram envolvidas nos acontecimentos", pode ler-se. "Todas estamos a sofrer e também nós nos sentimos de luto."
A instituição garante ainda que continua a colaborar com as autoridades, "de forma séria e responsável, no sentido do célere apuramento da verdade dos factos". Esta posição já tinha sido assumida no primeiro comunicado divulgado após a morte de Sofia, quando o colégio se declarou "sem palavras" perante a "irreparável perda".
Além da colaboração com a investigação, o Colégio Mestre Cuco revela estar a realizar um diagnóstico interno para reforçar os procedimentos existentes. Segundo a direção, o objetivo passa por rever os mecanismos em vigor "à luz da missão e espírito de compromisso assumidos pelo colégio diante de todas as crianças, pais, funcionários e comunidade em geral", procurando evitar que uma tragédia semelhante volte a acontecer.

















