Pedro Passos Coelho considera que o Governo liderado por Luís Montenegro mantém uma orientação reformista, mas entende que o executivo deve acelerar a concretização das mudanças prometidas. À margem da apresentação do estudo promovido pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), o antigo primeiro-ministro afirmou que reconhece no programa do Governo uma “intenção clara reformista”, mas confessou que esperava um ritmo de execução mais intenso.
“Teria preferido que houvesse um ritmo mais intenso, que se andasse mais depressa”, afirmou Passos Coelho, sublinhando que o governo “está a fazer o seu caminho”, embora deva concentrar as reformas de forma mais vincada nos cidadãos, empreendedores e contribuintes, reduzindo o peso do Estado.
O ex-primeiro-ministro deixou ainda críticas ao funcionamento da Administração Pública, defendendo que o Estado “funciona mal”, demora demasiado tempo a decidir e acaba por dificultar a vida de cidadãos, empresas e instituições. Para Passos Coelho, a reforma do Estado continua a ser um dos desafios centrais do país e um objetivo que deve permanecer no topo das prioridades do Governo.

















