O estado brasileiro de Santa Catarina confirmou um terceiro foco da doença de Newcastle em aves. A ocorrência foi identificada no âmbito da vigilância sanitária realizada na região. O novo registo reforça a atenção das autoridades brasileiras à situação epidemiológica e à necessidade de impedir a propagação do vírus entre as explorações avícolas.

A exploração onde foi identificado o terceiro foco alberga cerca de 9.600 aves, que não apresentavam sinais clínicos da doença. A deteção ocorreu através de exames laboratoriais, evidenciando a importância da vigilância sanitária mesmo em situações nas quais os animais não manifestam sintomas visíveis. A identificação precoce de possíveis infeções é considerada fundamental para limitar a disseminação do vírus e reduzir os impactos na produção.

Este é o terceiro foco registado no estado em outubro. O primeiro caso foi identificado a 18 de outubro, no município de Nova Itaberaba, enquanto o segundo foi registado a 24 de outubro, em Coronel Freitas. As três localidades situam-se no oeste de Santa Catarina, região com uma atividade avícola relevante para a economia do estado e para o abastecimento do mercado brasileiro.

A doença de Newcastle é uma infeção viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e selvagens. É provocada por determinadas estirpes virulentas do vírus da doença de Newcastle, pertencente ao grupo dos paramixovírus aviários. A infeção pode comprometer diferentes sistemas do organismo das aves, provocando alterações respiratórias, digestivas e neurológicas. Em casos graves, pode causar mortalidade elevada, dependendo da estirpe viral, da espécie afetada e das condições sanitárias da exploração.

A transmissão ocorre sobretudo através do contacto com aves infetadas, secreções e excreções contaminadas, bem como por meio de equipamentos, veículos, vestuário ou outros materiais que transportem o agente infeccioso. Por esse motivo, o controlo da circulação de pessoas e materiais, a higienização das instalações e o cumprimento dos protocolos de biossegurança são medidas importantes para reduzir o risco de disseminação.

A confirmação de focos da doença também pode ter consequências económicas para o setor avícola. A ocorrência de surtos pode levar à adoção de restrições sanitárias e comerciais, incluindo limitações às exportações para determinados mercados. O impacto depende da dimensão do foco, das medidas adotadas pelas autoridades e das exigências sanitárias dos países importadores.

O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil acompanha a situação através dos mecanismos oficiais de vigilância e controlo sanitário. A atuação das autoridades procura identificar precocemente novas ocorrências, delimitar as áreas afetadas e reduzir o risco de propagação a outras explorações. A evolução do cenário dependerá dos resultados das investigações epidemiológicas e das medidas aplicadas em cada localidade.

Apesar da confirmação dos focos, as autoridades brasileiras esclarecem que a carne de aves e os restantes produtos avícolas sujeitos à inspeção oficial continuam a ser seguros para consumo humano. A doença de Newcastle afeta principalmente as aves e não é considerada um risco significativo para a saúde pública nas condições habituais de consumo de produtos devidamente inspecionados e preparados.

O novo registo mantém Santa Catarina sob atenção sanitária, num momento em que a proteção da produção avícola é essencial para preservar a atividade económica, o abastecimento interno e a confiança dos mercados internacionais.