Os credores da Sicasal reúnem-se esta terça-feira, dia 16, para votar o plano de insolvência que prevê a venda da histórica empresa portuguesa de carnes à Portral por 11,5 milhões de euros.

O acordo contempla a venda de praticamente todos os ativos da empresa, incluindo fábricas, armazéns, equipamentos, viaturas, marcas, clientes e stocks, numa operação que pretende garantir a continuidade da atividade e a manutenção dos postos de trabalho.

No entanto, o plano implica perdas significativas para os credores comuns, como bancos e fornecedores, que vão sofrer um corte de 76,2% da dívida. Dos 34,7 milhões de euros em créditos reclamados, deverão recuperar apenas cerca de 8,2 milhões.

A dívida total da Sicasal ascende a 46,4 milhões de euros e envolve cerca de 400 credores. Entre os maiores credores estão o BCP, a Caixa Geral de Depósitos, o Novobanco e o Abanca.

Os trabalhadores, bem como a Autoridade Tributária e a Segurança Social, deverão receber a totalidade dos créditos em dívida, num montante superior a 2,3 milhões de euros.

A Sicasal, uma das maiores empregadoras do concelho de Mafra, entrou em insolvência no início do ano, após um pedido apresentado pelo BCP. Entretanto, foi também aberto um processo para apurar se a situação financeira da empresa resultou de uma gestão culposa por parte dos seus administradores.