Donald Trump está a aumentar a pressão sobre aliados tradicionais dos Estados Unidos à medida que se torna mais difícil alcançar uma vitória clara na guerra com o Irão. O Presidente norte-americano chegou a ameaçar bombardear Omã, país que tem desempenhado um papel de mediador nas negociações com Teerão.

Pouco depois publicou um mapa onde classificava parte do Estreito de Ormuz e zonas costeiras de Omã, Emirados Árabes Unidos e Irão como “novo território americano”. Seguiu-se a ameaça de um “D-Day económico” contra países que ajudem Teerão.

A escalada retórica ocorre quando faltam cerca de 75 dias para eleições decisivas para o controlo do Congresso.

Trump lançou os ataques ao Irão há quase seis meses, prometendo uma vitória rápida. Mas Teerão não capitulou e mantém capacidade para ameaçar rotas petrolíferas e aliados norte-americanos.

O conflito que deveria demonstrar força começa assim a transformar-se num problema eleitoral, económico e diplomático para a Casa Branca.