Cerca de uma centena de camiões arrancaram esta sexta-feira, dia 25, de Paredes, numa marcha lenta em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis. A iniciativa começou por volta das 07:40, na entrada de Lordelo da A42, e deverá terminar em Coimbra, na A1, com centenas de pesados a juntarem-se ao longo do percurso.

O protesto é promovido por empresários ligados às terraplanagens, movimentação de terras, extração de inertes e transportes. A organização previa inicialmente mais de 400 camiões, provenientes de mais de uma centena de empresas, num percurso que passa pela A42, A41 e A1.

Miguel Machado Mendes, representante dos promotores, explicou que o setor está particularmente exposto à subida do gasóleo. Segundo o responsável, o combustível representa perto de 70% do preço final praticado por algumas destas empresas, que dizem já não conseguir absorver o aumento dos custos.

Uma das principais reivindicações passa pelo acesso ao chamado gasóleo profissional, com benefícios semelhantes aos existentes para atividades de transporte de passageiros e mercadorias. Os empresários consideram que ficaram de fora das medidas extraordinárias anunciadas pelo Governo para responder à escalada dos combustíveis.

A marcha lenta deverá provocar constrangimentos ao trânsito durante o percurso até Coimbra, sobretudo na A42, A41 e A1.