As autoridades marroquinas mantêm um forte dispositivo de segurança junto às fronteiras com Ceuta e Melilla, perante a multiplicação, nas redes sociais, de apelos a uma nova tentativa de entrada em massa nas duas cidades autónomas espanholas no sábado, dia 15. Até ao momento, contudo, não há registo de concentrações ou de novas chegadas significativas de migrantes às zonas fronteiriças.
Em Fnideq, localidade marroquina próxima de Ceuta, a situação permanece tranquila. O jornalista Ahmed Biyuzan, especializado em questões migratórias, afirmou que a circulação entre território marroquino e Ceuta decorre com normalidade e que, nos últimos dias, não foi detetada a chegada de novos candidatos à migração irregular. A presença policial, porém, continua reforçada devido à preocupação das autoridades de Rabat com os apelos difundidos online.
O cenário é semelhante junto a Melilla. Azuz Bulegdur, ativista dos direitos humanos em Nador, disse à agência EFE que a situação na fronteira é “normal”, apesar do elevado dispositivo policial.
Na sexta-feira, a EFE testemunhou a interceção de menores que se dirigiam para Ceuta em localidades como Alcácer-Quibir, cerca de 180 quilómetros a sul da cidade espanhola.
Os novos apelos surgem num contexto pré-eleitoral em Marrocos e de críticas à política migratória. A Associação Marroquina dos Direitos Humanos afirma que 141 pessoas morreram em anteriores tentativas de entrada e que 111 foram detidas. As autoridades marroquinas, por seu lado, reconhecem 14 mortes no seu território.
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