Pedro Sánchez, classificou esta sexta-feira, dia 31, a chegada em massa de migrantes marroquinos à cidade autónoma de Ceuta como "um ataque e uma violação da integridade territorial" de Espanha. As declarações foram feitas durante uma visita à cidade, onde o chefe do governo acompanhou a resposta das autoridades à crise migratória que se intensificou nas últimas 24 horas.

Perante os jornalistas, Sánchez garantiu que já está em curso o processo de repatriamento de vários migrantes que entraram de forma irregular em território espanhol. O líder do executivo adiantou ainda que a Comissão de Asilo está reunida para analisar os pedidos de proteção internacional e dar seguimento aos processos em curso.

O presidente do governo revelou também que mantém contactos permanentes com as autoridades marroquinas, assegurando que Rabat "está a colaborar" na gestão da situação. Apesar da tensão gerada pelo elevado número de chegadas, Sánchez reiterou que a política migratória continua a ser uma prioridade para Espanha, defendendo uma abordagem que passe pela criação de melhores condições de vida e de oportunidades nos países de origem dos migrantes.

Nas últimas 24 horas, cerca de 50 mil cidadãos marroquinos chegaram de forma irregular a Ceuta, na maioria atravessando a fronteira a nado, provocando uma situação de forte pressão sobre os serviços de emergência e as forças de segurança. Centenas de pessoas passaram a noite ao relento, enquanto aguardavam assistência das autoridades espanholas. De acordo com o balanço mais recente, pelo menos 24 pessoas morreram durante a travessia marítima.

As autoridades espanholas mantêm reforçados os meios de segurança e assistência humanitária, ao mesmo tempo que prosseguem os contactos diplomáticos entre Madrid e Rabat para conter novos fluxos migratórios.