A tensão voltou a subir no Rossio, em Lisboa, durante mais uma noite de protestos pela habitação. Um homem de 41 anos foi identificado pela PSP, depois de ter sido perseguido por dezenas de manifestantes que o acusavam de ser um agente infiltrado. A Polícia desmente a acusação.

O incidente ocorreu cerca das 22:00 de domingo, dia 1, junto ao Teatro Nacional D. Maria II, quando um petardo rebentou num caixote do lixo. Segundo testemunhas, o homem terá lançado o engenho e afastado-se do local, acabando perseguido por manifestantes que gritavam "infiltrado".

O suspeito refugiou-se num restaurante de fast-food, cuja segurança fechou as grades para proteger clientes e funcionários. A PSP chegou cerca de meia hora depois e procedeu à identificação do homem, que negou qualquer responsabilidade pelo rebentamento.

À agência Lusa, fonte policial garantiu que o indivíduo não pertence à PSP e explicou que este justificou a fuga com o receio de ser agredido. João Veloso, porta-voz da acampada, insistiu na suspeita de infiltração policial, mas sem apresentar provas. Já a advogada Joana Marques Brás reconheceu não ser possível confirmar a acusação.

Cerca de 200 pessoas passaram a noite na praça, ao som de várias palavras de ordem contra o Governo AD e canções de intervenção, mantendo o protesto contra a grave crise da habitação em Portugal.

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