O Governo vai assinar esta terça-feira, dia 3, o contrato de privatização de até 49,9% da TAP à Lufthansa, por 1.201 milhões de euros. Mas o Executivo de Luís Montenegro quer ir mais longe e vender a totalidade da companhia aérea portuguesa, apelando ao diálogo com os partidos.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, dia 1, pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, durante uma audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2027.
A operação, aprovada em Conselho de Ministros a 14 de outubro, prevê a entrada da Lufthansa no capital da TAP, com 5% reservados preferencialmente aos trabalhadores. O grupo alemão venceu a concorrência da Air France-KLM, comprometendo-se a aumentar a frota da transportadora nacional para 130 aviões.
Após a assinatura, o negócio será submetido à avaliação das autoridades europeias da concorrência, que poderão impor condições à operação.
Miguel Pinto Luz voltou, entretanto, a defender a privatização integral da TAP, desafiando PS, Chega e restantes partidos a discutir uma segunda fase: "Temos de olhar para a oportunidade que esta operação nos coloca."
A Lufthansa propõe pagar mais 863 milhões pelos restantes 50,1% do capital, oferecendo ainda ao Estado português uma participação de 5% no grupo alemão, avaliada em 488 milhões.
Somadas as duas fases, a proposta da Lufthansa atribui à TAP uma valorização global de 2.552 milhões de euros.
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