A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) denunciou esta terça-feira, dia 4, que os docentes responsáveis pela classificação dos exames nacionais do ensino secundário estão a ser pressionados para alterar o período de férias, na sequência dos atrasos verificados no processo de correção das provas. A estrutura sindical considera a situação "inadmissível" e pediu a intervenção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) para apurar eventuais irregularidades.
Segundo a FENPROF, os classificadores estão a ser contactados para interromper ou adiar férias previamente marcadas, de forma a assegurar a conclusão da classificação dos exames dentro dos novos prazos definidos pelo Ministério da Educação, liderada por Fernando Alexandre.
Na origem desta situação estão as graves falhas registadas no processo de classificação das provas, que obrigaram ao adiamento da divulgação dos resultados da 2.ª fase dos exames nacionais. Inicialmente prevista para uma data anterior, a publicação das classificações foi reagendada para sexta-feira, coincidindo com a divulgação das decisões sobre os pedidos de reapreciação da 1.ª fase.
A FENPROF defende que os problemas verificados não podem ser resolvidos à custa dos direitos dos professores e alerta para o impacto que estas pressões podem ter nas condições de trabalho dos docentes. O sindicato sustenta que a alteração de períodos de férias previamente autorizados carece de enquadramento legal e considera essencial que a IGEC investigue as circunstâncias em que estas alegadas pressões estão a ocorrer.
Até ao momento, o Ministério da Educação não reagiu publicamente às acusações da FENPROF.

















