Do emprego à saúde, passando pela educação, energia e combate à corrupção, os principais indicadores de Angola revelam progressos, mas também desafios estruturais que continuam a marcar o desenvolvimento do país.

O desemprego permanece entre as maiores preocupações, com uma taxa de 21,3% no primeiro trimestre de 2026, embora abaixo dos 31,5% registados em 2014. O programa JOVEM+ pretende abranger 500 mil jovens até 2030, dos quais pelo menos 40% mulheres.

A inflação, que atingiu 27,5% em 2024, recuou para 10,8% em Junho de 2026, numa evolução favorável ao poder de compra das famílias.

No sector energético, metade da população já tem acesso à electricidade, contra cerca de 43% anteriormente. A capacidade instalada deverá atingir 8.000 MW em 2027. O acesso à água deverá ultrapassar os 65% até ao final do mandato presidencial.

Na saúde, foram construídas 736 unidades desde 2017, estando prevista a entrada de seis mil novos profissionais em 2026. A esperança média de vida subiu de 61 para 64 anos.

Na educação, prevê-se a integração de 1,88 milhões de crianças e jovens em 1.664 escolas prioritárias, enquanto 3,4 milhões de alunos são abrangidos pela alimentação escolar.

No combate à corrupção, as autoridades apontam para 13 mil milhões de dólares apreendidos entre 2022 e 2026 e 466 processos em quatro anos.

Os números mostram avanços em diferentes sectores, mas o grande desafio continua a ser transformar estes indicadores em melhorias concretas e duradouras nas condições de vida dos angolanos.