Angola vai assumir, em novembro, a presidência da circunscrição do Grupo 1 de África junto do Fundo Monetário Internacional, para um mandato de dois anos. Pedro Castro e Silva foi indicado para o cargo de diretor executivo, numa transição que reforça a participação angolana na representação dos interesses dos países membros.

Com experiência nos setores petrolífero e bancário, incluindo no Banco Nacional de Angola, o responsável sucede num percurso de representação em que Adriano Ubisse desempenhou funções de liderança nos últimos quatro anos.

A mudança acontece quando Angola defende melhores condições de acesso dos países africanos ao financiamento internacional. O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, considera que o elevado custo do capital e a perceção de risco continuam a limitar investimentos essenciais ao desenvolvimento.

Entre as prioridades defendidas estão a mobilização de financiamento adicional, o reforço da cooperação entre instituições financeiras e a criação de soluções adaptadas às economias africanas.

Luanda pretende também valorizar o financiamento de infraestruturas, a diversificação económica e a capacidade de resposta a choques externos. O desafio passa por conseguir mais recursos para projetos estruturantes sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas e da dívida.