Nelson Vassalo, professor universitário e antigo militante do Partido Socialista, foi acusado pelo Ministério Público de dez crimes relacionados com o ataque à Marcha pela Vida, ocorrido a 21 de março de 2026, em Lisboa.
A acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), segundo o Correio da Manhã, sustenta que o arguido lançou um cocktail molotov contra a manifestação, onde se encontravam adultos e crianças.
Para o Ministério Público, Vassalo agiu por motivações ideológicas de extrema-esquerda, procurando concretizar uma ação de violência política através do fogo.
Os dez crimes de infrações terroristas estão associados a homicídio na forma tentada, incêndio e explosão e detenção de arma proibida.
A investigação da Polícia Judiciária analisou comunicações que, segundo a acusação, revelam indícios de preparação e premeditação do ataque.
Após uma primeira detenção, Vassalo e um amigo, Nuno Lopes, terão procurado fazer chegar a comentadores televisivos uma versão alternativa dos acontecimentos, alegando que o verdadeiro alvo seria a escadaria da Assembleia da República.
"Tinha que ser um Pedro Marques Lopes desta vida, que não esteja ligado à esquerda", afirmou Nuno Lopes numa conversa citada pelo jornal.
O advogado Ricardo Sá Fernandes contesta a qualificação terrorista dos factos, mas o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou, em setembro, as suspeitas do Ministério Público.
O arguido beneficia da presunção de inocência até decisão judicial definitiva.

















