O Governo angolano avançou com um concurso público destinado a expandir a rede nacional de banda larga às regiões do país que ainda não dispõem de cobertura adequada de Internet, numa iniciativa que pretende acelerar a transformação digital e reduzir as desigualdades no acesso às telecomunicações.
A medida insere-se no Projeto de Aceleração Digital de Angola (PADA), apoiado pelo Banco Mundial, que prevê a mobilização de investimento privado para construir, modernizar e expandir infraestruturas de conectividade, sobretudo nas zonas rurais e comunidades mais isoladas.
O programa contempla a instalação de novas redes, a modernização das existentes e o alargamento das ligações de fibra ótica, procurando assegurar o acesso à Internet a escolas, hospitais, serviços públicos, empresas e populações atualmente excluídas dos serviços digitais.
O Executivo pretende recorrer a mecanismos competitivos de financiamento, incentivando os operadores privados a investir em territórios onde a expansão das redes enfrenta maiores dificuldades económicas.
A iniciativa surge numa altura em que Angola reforça a aposta na digitalização da Administração Pública e na modernização das telecomunicações.
Entre 2022 e 2026, a rede nacional de banda larga foi ampliada em mais de 1.300 quilómetros de fibra ótica.
O objetivo é transformar a conectividade num instrumento de desenvolvimento económico, inclusão social e criação de oportunidades, aproximando as regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.

















