Angola realizou pela primeira vez três cirurgias renais com recurso a tecnologia robótica. As intervenções decorreram no Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, em Luanda, no âmbito da oitava campanha nacional de cirurgia robótica.
Esta fase prevê 13 operações de urologia destinadas a tratar casos de cancro renal, rins sem função devido a cálculos, infeções graves e quistos de grande dimensão. A técnica permite reduzir a perda de sangue, a dor após a operação, o tempo de internamento e o período necessário para o regresso às atividades diárias.
Embora exista mentoria de especialistas estrangeiros, os procedimentos são executados sobretudo por profissionais angolanos. Quinze cirurgiões estão em formação nas áreas de urologia, ginecologia e cirurgia geral, seis dos quais integram a equipa urológica desta campanha. O programa começou em agosto de 2024 e já realizou cerca de 150 operações robóticas, formando igualmente enfermeiros de bloco, enfermaria e esterilização.
O Ministério da Saúde pretende expandir a tecnologia aos hospitais Geral de Cabinda e Materno-Infantil Azancot de Menezes. A inovação poderá reduzir a necessidade de tratamentos no estrangeiro, mas exige manutenção dos equipamentos, consumíveis, equipas permanentes e critérios transparentes de acesso para que não fique limitada a campanhas ocasionais.

















