A barragem de Castelo do Bode poderá tornar-se a principal alternativa para reforçar o abastecimento de água à margem sul do Tejo, depois dos cortes registados durante o verão, sobretudo no concelho de Almada. O Governo pretende ter uma solução técnica definida dentro de quatro meses.
A infraestrutura abastece atualmente cerca de três milhões de pessoas. O reforço da utilização está, porém, a dividir as organizações ambientalistas. A associação Zero alerta para o risco de se criar um novo problema ao tentar resolver a escassez existente na margem sul e defende, como alternativa, uma captação direta no rio Tejo, desde que sejam salvaguardados os caudais ecológicos.
A Quercus considera, pelo contrário, que Castelo do Bode representa a opção ambientalmente mais eficiente, evitando os fortes impactos associados à construção de unidades de dessalinização. A Câmara de Almada também vê a solução com “bons olhos”, embora sublinhe que será necessário garantir o respetivo financiamento.
A Agência Portuguesa do Ambiente e o Grupo Águas de Portugal deverão apresentar um projeto no prazo de 120 dias. Qualquer nova ligação será complementar à utilização das reservas subterrâneas que já abastecem aquela região.

















