O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO Proteste aumentou pela terceira semana consecutiva. Agora, os 63 produtos considerados essenciais passaram a custar 255,97 euros, mais 72 cêntimos do que há oito dias.
A subida acontece depois de o mesmo cabaz ter registado um aumento de 52 cêntimos na passada semana, quando o preço se fixava nos 255,26 euros.
A análise da organização de defesa do consumidor inclui produtos de várias categorias, entre carne, peixe, congelados, fruta e legumes, laticínios e mercearia. Nos artigos acompanhados estão frango, peru, carapau, pescada, batata, cebola, cenoura, banana, maçã, arroz, esparguete, leite, queijo e manteiga.
Entre quarta-feira, dia 9 e sábado, 12, os maiores aumentos semanais verificaram-se no tomate chucha, cujo preço subiu 18%, para 2,68 euros por quilo. Seguiram-se o pão de forma sem côdea, mais 11%, para 2,61 euros, e o atum em posta com óleo vegetal, que aumentou 9%, para 1,61 euros.
Apesar da subida registada esta semana, a diferença face ao início do ano continua a ser inferior. Em janeiro, os mesmos 63 produtos custavam menos 14,15 euros, o equivalente a uma diferença de 5,85%.
A comparação com o mesmo período do ano passado mostra uma diferença ainda maior: há 12 meses, o cabaz podia ser comprado por menos 15,59 euros, ou seja, menos 6,49%.
A evolução é ainda mais expressiva quando comparada com janeiro de 2022. Nessa altura, os mesmos produtos custavam menos 68,27 euros, uma diferença de 36,37% face ao preço atual.
No espaço de um ano, alguns produtos registaram aumentos particularmente significativos. O carapau encareceu 30%, para 5,82 euros por quilo, enquanto o bacalhau graúdo subiu 29%, para 20,06 euros, e o robalo aumentou 27%, para 10,35 euros por quilo.
Desde 5 de janeiro de 2022, as maiores subidas acumuladas pertencem à carne de novilho para cozer, com um aumento de 117%, para 12,62 euros por quilo, ao bacalhau graúdo, que encareceu 89%, e à couve-coração, também com uma subida de 89%, para 1,87 euros.
















