O PCP escolheu os salários, as pensões e o controlo dos preços de bens essenciais para marcar o arranque da nova sessão legislativa. O grupo parlamentar comunista entregou cinco iniciativas na Assembleia da República, apresentadas por Paula Santos, líder parlamentar do partido.

No rendimento, o PCP propõe um aumento do salário mínimo nacional, de 1.100 euros já a partir de janeiro, e uma subida intercalar das reformas e pensões ainda durante 2026 (50 euros por pensionista, com retroativos a 2 de julho de 2026).

As restantes três iniciativas concentram-se no custo de vida: criação de um sistema de preços máximos para o gás de botija, definição de um preço de referência para os combustíveis e implementação de um regime de controlo dos preços dos produtos que integram o cabaz alimentar essencial.

As propostas traduzem prioridades políticas já assumidas pelos comunistas e procuram colocar a perda de poder de compra no centro do debate parlamentar. No caso dos combustíveis, o PCP pretende combater aquilo que classifica como especulação na formação dos preços, enquanto no setor alimentar defende uma intervenção pública destinada a limitar os valores cobrados por produtos considerados essenciais.

As cinco iniciativas – dois projetos de resolução e três projetos de lei – dão assim o primeiro sinal das matérias que o PCP pretende privilegiar nesta fase dos trabalhos parlamentares: aumento dos rendimentos e intervenção sobre os preços da energia, combustíveis e alimentação. As propostas terão agora de cumprir a respetiva tramitação na Assembleia da República.