O secretário-geral do PS respondeu esta terça-feira, dia 3, à noite à declaração ao país do primeiro-ministro, com um aviso sobre a resposta aos protestos pela habitação. “Não é uma solução policial que permite responder ao custo com a habitação e custo de vida”, afirmou José Luís Carneiro, que garantiu que o partido “nunca faltará com os portugueses e portuguesas”.
Sobre a reunião agora marcada com Luís Montenegro, o líder socialista defendeu que o Governo, “com humildade democrática, aceite ouvir as opções do nosso programa”.
Carneiro reclamou também para o PS a iniciativa neste tema. “Valeu a pena o PS, desde a primeira hora, ter colocado no centro das suas prioridades a questão da habitação acessível”, disse, lembrando que o partido foi o primeiro, na Assembleia da República, a avisar o Governo de que a nova lei das rendas criaria maiores dificuldades “aos mais jovens, aos mais idosos e às famílias de classe média”. Para o secretário-geral, esse percurso “permitiu demonstrar que o PS, estando na oposição, é alternativa do Governo”.
A reação surge depois de Montenegro ter anunciado que receberá na quinta-feira, em São Bento, os líderes do PS e do Chega para ouvir as suas propostas. Na mesma declaração, o primeiro-ministro admitiu que “temos de mudar para melhor”, mas avisou que não presta um bom serviço ao país quem fizer “um leilão de propostas” e considerou que não há razão para importar “modelos de protestos violentos”.
O PS tem insistido no abandono da nova lei das rendas, que Montenegro defende como fundamental para a política de habitação. No domingo, Carneiro propôs ao Governo que deixasse cair o diploma, criasse uma garantia pública para proprietários e inquilinos e mobilizasse o património do IHRU para que as autarquias requalifiquem imóveis devolutos. Sugeriu ainda uma moratória para as rendas cujo prazo termina no fim deste ano, que apresentou como “sinal de boa-fé”.

















