Cuba voltou a enfrentar um apagão de dimensão nacional, o sétimo registado desde o início de 2026. Menos de 24 horas depois de uma falha que deixou toda a ilha sem eletricidade, a rede elétrica colapsou novamente na segunda-feira, com as autoridades a atribuírem o incidente a condições meteorológicas que danificaram infraestruturas e retiraram de funcionamento várias centrais de produção.
Na manhã de terça-feira, apenas 42 por cento de Havana dispunha de fornecimento elétrico, enquanto em várias regiões do país os cortes de energia chegam a atingir 20 horas por dia.
A crise resulta da conjugação de vários fatores: escassez de combustível, degradação da rede elétrica e dificuldades no abastecimento de petróleo. A situação agravou-se no início do ano, quando foi interrompido o envio de crude venezuelano, até então a principal fonte de abastecimento da ilha. Desde março, Cuba recebeu apenas um navio petroleiro proveniente da Rússia, transportando 730 mil barris.
O país necessita de cerca de 100 mil barris de petróleo por dia para satisfazer as necessidades energéticas, mas produz apenas 40 mil, ficando fortemente dependente das importações.
O governo cubano admite que a situação é "crítica" e "extremamente tensa", responsabilizando as sanções impostas pelos Estados Unidos pelo agravamento da crise. O colapso energético está também a afetar severamente a economia, que deverá contrair pelo menos 6,5 por cento este ano, depois de uma queda acumulada superior a 15% nos últimos cinco anos.

















