O economista Pedro Arroja lançou duras críticas contra Paulo Rangel, atual ministro dos Negócios Estrangeiros, durante uma entrevista ao empresário Miguel Milhão. Arroja recuperou o processo judicial que os opôs e acusou o governante de ter beneficiado de um sistema marcado pela proximidade entre o poder político, a advocacia e a Justiça.
O confronto remonta a declarações feitas pelo economista, em 2015, sobre a construção da ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto. Arroja acusou então Rangel, na altura eurodeputado e ligado à sociedade Cuatrecasas, de representar um exemplo de “promiscuidade entre política e negócios” e de ser “um advogado de vão de esacadas”.
Condenado inicialmente por difamação, o economista levou o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que concluiu, em 2024, que Portugal violara a sua liberdade de expressão. A condenação acabou posteriormente anulada pela Relação do Porto e o Estado foi obrigado a indemnizá-lo em mais de 31 mil euros.

















