Há novos detalhes sobre as deliberações do julgamento de Lindsay Clancy, de 36 anos, e que estão a gerar polémica nos Estados Unidos (EUA). Um dos jurados terá admitido ter dúvidas razoáveis sobre a responsabilidade criminal da mulher que matou os três filhos, mas, ainda assim, recusou votar pela absolvição por insanidade.
O caso terminou sem veredicto na sexta-feira, dia 7, depois de sete dias de deliberações. Onze jurados estavam preparados para considerar Lindsay não culpada por insanidade, mas um elemento do júri manteve uma posição diferente, impedindo uma decisão unânime. Perante o impasse, o juiz William Sullivan declarou a anulação do julgamento.
Roni Carlson, presidente do júri, revelou à NBC10 Boston que chegou a acreditar que tinha sido alcançado um consenso quando o jurado em causa reconheceu ter uma dúvida razoável. Começou mesmo a preencher os documentos do veredicto, mas o homem acabou por manter a recusa em absolver Lindsay por insanidade.
Outra jurada, Paula Devlin, classificou a atitude do homem como "muito arrogante" e afirmou que este não aceitava os argumentos apresentados pelos restantes elementos do júri.
Lindsay Clancy nunca negou ter matado os três filhos, Cora (5), Dawson (3) e Callan, de oito meses, em janeiro de 2023, na casa da família, no Massachusetts. A questão central do julgamento era determinar se tinha responsabilidade criminal pelos atos.
A defesa sustentou que Lindsay sofria de psicose pós-parto e que não tinha capacidade para distinguir o certo do errado naquele momento. Já a acusação defendeu que a mulher sabia o que estava a fazer e agiu de forma deliberada.
Os procuradores ainda não anunciaram se Lindsay Clancy será novamente julgada. Está marcada uma audiência para 29 de setembro.

















