As duas jovens portuguesas que morreram esta quarta-feira num acidente de mota em Formentera eram médicas e estavam na ilha das Baleares a celebrar o final da formação, acompanhadas por mais quatro colegas de profissão. As seis mulheres circulavam em motas alugadas.

A informação foi confirmada por fontes do operativo de emergência activado após o acidente, que ocorreu cerca das 11:20 locais de ontem na saída de La Savina em direcção a es Pujols, junto ao Parque Natural de ses Salines. As vítimas, nascidas em 1994 e 1995, seguiam na mesma mota quando colidiram com um táxi.

Uma das jovens morreu no local. A segunda entrou em paragem cardiorrespiratória e as equipas do 061 ainda chegaram a accionar o helicóptero sanitário para uma eventual transferência, mas a mulher acabou por falecer no próprio asfalto, apesar dos esforços de reanimação.

A Associação de Taxistas de Formentera veio entretanto contradizer a versão inicial do serviço de emergências, que indicava que as duas jovens tinham sido “alcançadas por um táxi”. Segundo os taxistas, e ressalvando que aguardam o relatório oficial da Guardia Civil, a mota terá invadido a faixa contrária e embatido frontalmente no veículo. A associação acrescentou que o taxista é “um condutor experiente” com anos de serviço.

As duas vítimas não tinham consigo qualquer documento de identificação, o que atrasou a confirmação das identidades. Foram necessárias várias horas de diligências até a Guardia Civil confirmar a nacionalidade portuguesa e os anos de nascimento. A estrada esteve cortada ao trânsito durante cerca de cinco horas , em parte porque Formentera não dispõe de agentes da unidade de investigação de acidentes, que tiveram de ser deslocados de Ibiza.

A investigação às causas do acidente prossegue.