A Lufthansa poderá receber até 75 por cento dos dividendos da TAP apesar de adquirir inicialmente apenas 44,9% da companhia portuguesa.

Esse mecanismo consta da apresentação oficial do grupo alemão aos investidores e pretende garantir-lhe uma participação acrescida no valor criado pelas sinergias resultantes da integração das duas transportadoras.

A Lufthansa estima que essas sinergias possam atingir 450 milhões de euros por ano, sobretudo através da coordenação de rotas, preços, compras, manutenção, carga e programas de fidelização, sendo que a maior parte dos ganhos deverá ser gerada na TAP, ainda que o acordo prevê que uma parcela reforçada seja transferida para o acionista alemão através dos dividendos.

A proposta inclui igualmente uma atualização anual de 1,5 por cento sobre o preço-base de 1.025 milhões de euros até ao fecho da operação, previsto para o primeiro semestre de 2028. Esta taxa representa cerca de 15,4 milhões de euros por cada ano completo de espera.

Continuam, porém, por conhecer as condições que permitem à Lufthansa receber até 75% dos dividendos, durante quanto tempo vigorará o mecanismo e qual será a parte efetivamente destinada ao Estado, que conservará 50,1 por cento do capital.