Luís Montenegro, de 53 anos, mostrou-se esta terça-feira, dia 2, convicto de que a greve geral marcada para amanhã terá um impacto limitado. À entrada da conferência '50 Anos do Poder Local – Democracia, Desenvolvimento e Futuro', no Porto, o primeiro-ministro afirmou que espera que “a esmagadora maioria dos portugueses que trabalha vá trabalhar amanhã”.

Questionado sobre o impacto esperado da paralisação convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Montenegro admitiu não saber qual será a adesão, mas sublinhou que espera que sejam respeitados tanto o direito à greve como o direito ao trabalho. O chefe do Governo alertou ainda para situações em que “uma minoria consegue condicionar o trabalho dos outros”, manifestando o desejo de que tal não aconteça.

A greve geral foi convocada pela CGTP em protesto contra a revisão da lei laboral aprovada pelo Executivo e que seguirá agora para discussão no Parlamento. A decisão surge depois de as negociações em sede de Concertação Social terem terminado sem acordo entre o Governo, sindicatos e parceiros sociais.