O Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas de Angola prepara um levantamento sobre a situação dos negócios, numa primeira fase em seis províncias. A operação conta com apoio da União Europeia e deverá durar entre um mês e um mês e meio.
A base de dados do INAPEM integra mais de 50 mil empresas, das quais cerca de 70 por cento são microempresas. O presidente do conselho de administração, Bráulio Augusto, explicou que o estudo pretende atualizar a informação estatística e identificar as necessidades dos operadores económicos.
Luanda, Benguela, Huambo e Moxico estão entre as províncias apontadas. O levantamento deverá ajudar a ajustar os instrumentos de apoio, num contexto em que a burocracia e o acesso ao financiamento continuam a limitar a capacidade produtiva e a expansão dos negócios.
O responsável reconhece uma diferença de perspetivas: os bancos pedem projetos mais estruturados, enquanto as empresas defendem uma melhoria da análise do risco. O INAPEM assinou também um protocolo de quatro anos com a Ordem dos Economistas de Angola, prevendo estudos, capacitação e mentoria. O bastonário Wilson Neves destacou a importância das pequenas empresas para o emprego e para um tecido empresarial mais organizado, capaz de sustentar o desenvolvimento económico.

















