A Comissão Europeia voltou a defender o regresso a Marrocos dos migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta, incluindo os menores não acompanhados. O porta-voz Markus Lammert, de 44 anos, destacou a cooperação entre Espanha e Marrocos que, segundo Bruxelas, tem permitido travar novas entradas e manter o controlo da fronteira.
Lammert lembrou que as regras europeias contemplam o retorno de pessoas em situação irregular e indicou que Rabat está disponível para receber os migrantes que chegaram ao enclave espanhol. Bruxelas admite ainda apoiar Espanha através de financiamento e do reforço de meios de entidades como a Frontex, a Europol ou a Agência Europeia do Asilo, mas ressalvou que cabe a Madrid solicitar esse apoio.
O porta-voz reconheceu que a situação em Ceuta permanece "difícil", não apenas para os migrantes, mas também para os habitantes da cidade. Nesse contexto, elogiou a decisão das autoridades espanholas de criar mais 1.500 lugares de acolhimento temporário.
Entretanto, a ministra espanhola da Inclusão, Elma Saiz (50), admitiu que esse número poderá ser aumentado para 4 mil vagas. A governante afirmou não dispor de dados atualizados sobre o número de migrantes que permanecem atualmente em Ceuta, mas revelou que são distribuídos cerca de 4 mil kits alimentares por dia.
Questionada sobre os critérios para selecionar os 1.500 migrantes que poderão ocupar os novos espaços de acolhimento, Saiz explicou que a escolha será feita ao longo do processo e de acordo com as circunstâncias de cada pessoa: "Não é o mesmo para uma mulher e para uma mulher com filhos", afirmou, defendendo a necessidade de garantir um "atendimento individualizado".

















